Qual o problema dos pais separados ou pais “solo”

birra23Todos os dias me pergunto “Onde está a saída?”. Estes dias tenho quase surtado por que tenho tentado pôr limites na minha filha. E penso, será que daqui a 14 anos, terá valido a pena? Falo isso porque ultimamente, quando chamo a atenção da minha filha, que tem 2 anos e 4 meses, ela já vai para porta e chama pelo pai!
Falo isso porque, teoricamente, como a guarda é minha sou eu quem devo educá-la e colocar limites em relação ao que pode e o que não pode, ensinar o que é certo e errado, mostrar os parâmetros do que é moralmente aceitável em nossa sociedade, construir um serzinho que esteja pronta para não ser devorada na selva deste mundo de MeuDeus – ou será que não tem dono?

Qual o problema dos pais separados ou pais “solo”

Na minha opinião, o pior problema que temos hoje é lidar com a divisão de tarefas. Hoje é difícil encontrar pais – mesmo os casados – que não fiquem só com a parte da diversão. E nós, as mães, acabamos com a parte chata, que dita as regras, põe limites e o pai é o cara que dá todas as liberdades e faz as manhas.
Geralmente é o que tem acontecido aqui em casa. Ou lá na casa d Mr Pai. A Mrs. Avó é a paparicadora, faz agradinhos e mainhas em machucados que não existem, faz denguinhos que deixam Luna manhosa. E você vai me dizer: “Ah, é coisa de avó!”. Ótimo! Mas estraga todo um trabalho para eu deixar a minha filha sem manhas. E aí? Ou a gente entra em um Acordo Político ou a cabeça dela vai dar Curto Circuito. Porque depois quem educa é a mãe má e teremos de aturar crianças com 2 a 10 anos dizendo que querem ir para a casa dos pais porque eles são a parte “bacana” da criação deles enquanto nós estamos fazendo todo um trabalho para educá-los e não vê-los no limbo da próxima geração.
E o que a gente não ensina em casa, com amor e carinho, mostrando que existem limites, hierarquias e hábitos a serem adquiridos e respeitados, a vida ensina na marra, sem dó nem piedade. A falta de limites em casa descamba para duas coisas: a garotinha mimada que vai ser pisoteada na vida e vai ser engolida pela Comlurb após extraírem todo sulco que havia dentro dela ou vai viver pelos becos secando seu extrato pensante com cocaína, crack ou a próxima droga que vier – qual será a da próxima geração?

Comentários

  1. flor diz:

    Era neste assunto que eu queria chegar! Não sabia como escrever, ou melhor, como me expressar. Vivo este dilema, embora tenha um “namorido” … não-presente! Vivo na minha casa, como meus pais e durmo na casa dele, com os pais dele! Procuro ensinar ao meu filho (hoje com 01 ano e 01 mês) os valores, o carater, a educação … e a familia do pai?… ensina a ser uma pessoa que pode tudo, ensina tudo o que eu não quero passar a ele. A solução?… me afastei! … levo meu filho alguns dias da semana para ver os avós, mas ainda fico junto com ele. E se eles falam ou ensinam algo que eu não queira? … eu chamo a atenção. Sei que nem todos podem fazer isso pois não estão presentes no momento, mas até que eu puder, eu farei isso. Já fui uma pessoa diferente, já me importei em não magoar essas pessoas, tive muito respeito. Sabem o que ganhei com isso? … falta de respeito. Em momento algum o pai do meu filho e sua familia me ajudara com alguma coisa. Nem a cuidar dele e nem financeiramente. Eu ASSUMI SOZINHA a gravidez e o nenem, tanto psicologica como financeiramente. As vezes isso me deia tão irritada… mas quando eu me dou por conta que VENCI, eu tenho pena deles. E ainda me pergunto o porque que eu quiz tanto o pai dele ao meu lado… por segurança? por amor? por estabilidade? por status? … nada eu tive! Hoje estamos “separados” … conversando para ver se tem volta. Nestas duas semanas, sabem quantas vezes ele veio ver o filho? .. nenhuma! Pois é… desconheço pais assim… eu levei meu filho até ele, depois de uma semana. Não quero afastá-lo do pai, mesmo que este nunca tenha sido presente. De certa forma entendo as mães solo, participo desta “dor”. Pois, repito, sempre fui e fiz tudo sozinha. Da gravidez até hoje. Sempre tive esperança que ele mudasse. Mero engano! Primeiro, me disseram que qdo a barriga crescesse ele mudaria. Não mudou. Depois me disseram que quando o nenem mexesse, ele mudaria. Não mudou. Depois que ele mudaria quando o filho nascesse. Não mudou. Espero ele mudar ainda? … não! Vivo minha vida com meu filho.. e que alegria! Amo meu baixinho. Amo demais e cada minuto mais…

    • Luize Pereira diz:

      Florzinha, vc desconhece pais assim, te apresento o Mr. Pai da minha filha. Fazem 2 meses que ele não passa as tardes de domingo (que é direito dele) com a nossa filha. E quer saber? Eu acho ótimo! Ele não tem valores os quais eu queira que ele compartilhe com minha filha. A família dele é “banda-voou” do jeitinho que vc descreveu.. Se eu fosse vc também dava festa pelo desinteresse deles. Se não tem o que dar de bom para edificar: melhor ficar fora. Bjo.

    • Camila diz:

      Flor,vivo um momento que perece o que vc viveu.Meu namorado(ex) quando soube que eu estava gravida falou que era mentira e nem ligou.Hoje estou com 6 meses de gestação e a 1 mes decidi em me separar dele pois nao tenho tido nenhuma asistencia da parte dele,nem emocional muito menos financeira!Poderia muito bem estar ao lado dele esperando que ele mudasse so pra dar resposta pra sociedade mascheguei a conclusao de q a sociedade nao paga as minhas contas e nao me ajuda em nada.Hoje estou gravida,sozinha,nem o sexo do bebe ele sabe.Ele esta com outra e me liga pra infernizar a tal ponto q eu tive de fazer um BO na policia contra ele,e a namoradinha que me liga no meu trabalho pra falar q ele tá com ela.Sei que é Alienação Parental mas nao vou deixar ele por o olho no meu filho,só deixo se o juiz me obrigar pq um cara q faz isso com uma mulher gravida nao ama nem ao menos gosta um pouco do “filho”….Tenho passado por maus bocados doenças na gravidez,tudo isso emocional q ele me causou e continua por causar…nao esta sendo facil mas vou vencer pelo meu Cadu,que eu ja sou apaixonada!

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