O Nome do Pai

Sou Flavia Werlang, jornalista, e há dois anos e oito meses sou autora do blog Grávida Solteira. Quando minha filha estava com três meses e percebi que tinha “sobrevivido” à gravidez “solo”, criei o blog para compartilhar e buscar informações com outras mulheres que passavam pela mesma condição de mães solteiras. Porém, ao longo do tempo, o espaço se tornou um ambiente de convergência de muitas pessoas que enfrentavam a maternidade – e a paternidade – sozinhos. Agora o blog está cumprindo uma nova etapa: será uma coluna do IG. O novo espaço pretende contribuir para o canal Filhos, do Delas.

Na estréia, vamos falar de uma das principais dúvidas das mães solteiras: Colocar ou não o nome do pai na certidão do filho? Muitas mães acreditam que  “gestaram” o bebê sozinhas, aguentaram toda a barra de enfrentar a família ou a sociedade, e por isso o pai da criança não pode chegar e ter direitos sobre o bebê. Na verdade, eu acredito que toda criança merece conhecer o pai – a não ser que o mesmo ofereça algum tipo de periculosidade à mesma.

O ideal é a criança ter contato com o pai desde pequena para ela mesma ter suas próprias ferramentas para poder julgar o mesmo. Uma coisa é o que o homem faz a nós, mulheres, outra é o que ele faz aos filhos. Acho que devemos ter isso bem claro e separado se amamos nossos filhos e queremos um desenvolvimento saudável para eles. É difícil, claro, mas temos que aprender a separar as coisas. Mas ser mãe é um aprendizado diário – e uma lição repleta de desprendimento.

Além disso, existe a parte legal, a mãe pode indicar o nome do pai na hora de registrar o filho e o cartório acionar a justiça abrindo, assim, o processo de paternidade. “Sobre a indicação do pai no momento do registro da criança pela mãe,  temos desde 1992 a possibilidade de a mãe indicar quem é o pai da criança no ato do registro, dando o nome e endereço. O Oficial de Registro Civil irá encaminhar a indicação, junto com certidão de nascimento da criança para o Fórum e o pai indicado será notificado para comparecer perante o juiz em audiência que será marcada.”, afirma a advogada Roberta Ribeiro, colaboradora do blog.

No caso do pai negar a paternidade ou não atender à notificação (não comparecer na audiência), os documentos do caso serão remetidos para o Promotor de Justiça que poderá encaminhar o caso para a Procuradoria de Assistência Judiciária, que analisará o caso e poderá requisitar o exame de DNA.

Existe ainda a possibilidade da mãe registrar a criança somente em seu nome e após, ajuizar ação de reconhecimento de paternidade através de advogado particular ou mesmo a Defensoria Pública.

Vale lembrar que a mãe não é obrigada a indicar o nome do pai. Além disso, nada impede que o pai voluntariamente reconheça o filho sem precisar de ação judicial. Esse procedimento é simples e gratuito para pessoas que comprovarem não possuir condições de arcar com eventuais valores/custos.

Se você também é mãe solteira e quer tirar alguma dúvida ou dividir a sua história, mande email para gravidasolteira@hotmail.com.

 

 

Comentários

  1. joice diz:

    oi estou passando por um problema, sou mãe solteira e meu desejo é que minha filha não tenha contato com o pai dela, fiz o registro dela somente em meu nome, mais agora recebi uma intimação judicial para declarar o nome do pai de minha filha, ele nem sabe que ela existe, então gostaria de saber o que faço para que eu não precise procura-lo e nem declara-lo no registro de minha filha? o que eu posso fazer?

  2. I like this web blog so much, saved to my bookmarks. “Nostalgia isn’t what it used to be.” by Peter De Vries.

  3. laura diz:

    oi estou passando por um problema, sou mãe solteira e meu desejo é que minha filha não tenha contato com o pai dela, fiz o registro dela somente em meu nome, mais agora recebi uma intimação judicial para declarar o nome do pai de minha filha, ele nem sabe que ela existe, então gostaria de saber o que faço para que eu não precise procura-lo e nem declara-lo no registro de minha filha? o que eu posso fazer?

  4. Thays diz:

    Olá Meninas, tbm sou mãe solteira. Minha pequena tem 4 meses, registrei ela no meu nome e não indiquei o nome do pai. Meu pai chegou a procurar a familia dele e ele, e simplesmente ngm se pronunciou. Não tenho contato algum, fiquei sabendo q ele se mudou mas nem sei onde mora mais. Optei por continuar sem indicar simplesmente pelo fato de que se ele não quer saber, eu é q não vou ficar me aborrecendo com justiça simplesmente pro nome dele constar na certidão dela. Sempre deixei bem claro q ela vai saber quem é o pai dela e com o tempo contando o q houve. e se um dia ela quiser isso, eu ajudarei. Lembrando q mulher nenhuma é obrigada a indicar o nome se não quiser, e parte da justiça averiguar isso ou não. Mas eu gostaria de perguntar se alguma de vcs já foi chamada pela justiça por não ter indicado o nome do pai e continuou sem indicar, e o q aconteceu depois?
    Ele mentia pra mim , e nem o nome dele todo eu não sei .

  5. Patricia de Sousa diz:

    Nossa como é difícil ser mãe solteira.Trabalhar, cuidar das coisas de casa e cuidar do meu amorzinho, meu filho. Moro com meus pais, minha mãe ajuda, mas sinto que as vezes estou incomodando, dando mais trabalho para minha mãe. O pai do meu filho registrou direitinho a certidão de nascimento, contribui mensalmente com uma quantia. Porém, nada firmado diante de Juiz. Dei entrada na solicitação de regularização de pensão e visitas, que eu acho que é importante formalizar, já que não estamos junto desde um pouco antes que eu descobrisse que estava grávida. Ele mora em São Paulo e eu em Recife. Ele vem mensalmente visitar o filho, pois tem facilidade de viajar porque trabalha em uma empresa Aérea. Hoje o meu filho tem quase 6 meses. Toda a gestação eu estava “sozinha” enquanto ele estava vivendo a vida dele, curtindo a vida. Passei o maior “perrengue” durante a gravidez. Hoje tenho muita magoa dele.Como é difícil continuar tendo contato com ele o, uma pessoa que me magoou tanto.
    Tenho muitas duvidas quanto a várias atitudes minhas. Até que ponto tenho que engolir sapos para não atrapalhar o relacionamento do meu filho com o pai.

    Tenho procurado conversar com pessoas passaram por situações parecidas. Saber das experiencias vividas por outras pessoas.

  6. eliane diz:

    Pessoal acho que cada caso é um caso.
    Conheci uma pessoa que ficou gestante, o pai não quis assumir e sumiu. A mãe achou por bem que o filho tivesse pelo menos o nome do pai e foi à justiça. Exame DNA, registro regularizado, pensão alimentícia combinada. O cara começou a exigir os direitos de pai, pegava o menino a cada 15 dias, o garoto chorava muito, um estresse sem fim, a avó chorava, a minha colega se desesperava. Ela se arrependeu AMARGAMENTE de ter corrido atrás do nome, disse que se bem soubesse deixaria o filho fazer isso quando crescesse. Quando elas pediam para deixar o menino, que chorava demais, ele simplesmente dizia: “Estou sendo pai, não era isso que você queria?”

    • Mariana diz:

      Que bom você comentar isso Eliane, pois algumas mães aqui do blog parecem não entender que CADA CASO É UM CASO.
      É importante conhecer suas origens, saber da onde veio e ter o DIREITO de ter o nome do pai na certidão? SIM! Entretanto, há alguns casos onde isso torna-se INVIÁVEL. O constrangimento pode ser muito maior e, em alguns casos, pode trazer “dores de cabeça” como essa.

      Minha filha NÃO terá o nome do pai no seu registro, por motivos particulares. E dentre esses motivos, não se inclui uma “pirraça” que é como a maioria das pessoas pensam. Ela terá o direito de um dia, revindicar o direito de ter o nome do pai. Isso não será escondido dela (o que é totalmente diferente de não ter o nome do pai no registro).

      É triste ver que, mesmo entre nós, mães solteiras, existem algumas que se acham no direito de julgar a escolha de outras… como se o simples fato de sermos solteiras já não nos traga sofrimento (e julgamentos) o suficiente.

  7. Leonardo diz:

    Gente, não é porque a experiência de vocês deu errado que todas vão seguir o mesmo destino.

    Existem, sim, homens que se preocupam e querem ser pais, mesmo não formando aquela família de desenho de Ed. Artística (pai, mãe, filhos, cachorrinho, casa com chaminé)… entendo que seus casos tenham dado errado mas não se pode colocar todo um universo em xeque por causa de uns que saíram do prumo.

    Sou pai solteiro de uma menina de 10 anos, pago pensão desde o 5o mês de gravidez sem precisar de acordo judicial, pago escola e estou sempre presente na vida dela. E conheço um caso onde a gravidez foi escondida deliberadamente do pai, a mãe do menino o escolheu como padrinho da criança e ele só veio a saber da verdade hospitalizado, vindo a falecer 4 dias depois.

  8. BIANCA diz:

    CONCORDO PLENAMENTE COM À RENATA. TODOS NÓS TEMOS O DIREITO DE SABER QUEM É O NOSSO PAI, FAZ PARTE DA NOSSA HISTÓRIA, AINDA QUE SEJA BOM OU RUIM. ESTE FATO NÃO ACONTECEU COMIGO E NEM COM O MEU FILHO ( 3 ANOS ), MAS O PAI DO MEU FILHO SE COMPORTA COMO O PAI DA FILHA DA SAMANTA, LOGO, EM NENHUM MOMENTO FAÇO COMENTÁRIOS DESAGRADÁVEIS COM RELAÇÃO AO PAI, POIS CADA PESSOA TEM O DIREITO DE VER A VIDA DO SEU JEITO, E COM MEU FILHO NÃO SERÁ DIFERENTE. MAS, CONFESSO, QUE ACHO CONSTRANGEDOR UM DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO SEM O NOME DO PAI OU COM A PALAVRA NÃO DECLARADO, NÃO É PRECONCEITO NÃO, MAS COMO ASSIM PAI NÃO DECLARADO, SE NENHUMA MULHER FAZ FILHO SOZINHA? AO MENOS, QUE SEJA UNS DESTES PROCEDIMENTOS DA MEDICINA, EM QUE VOCÊ SÓ ESCOLHE OS ASPECTOS FÍSICOS DO GENITOR PARA INSEMINAÇÃO, FORA ISSO, NOS TEMPOS DE HOJE, COM PESSOAS MUITO MAIS ESCLARECIDAS, DEVEMOS IR, SIM, ATRÁS DO PAI PARA EXIGIRMOS, PELO MENOS, A PARTICIPAÇÃO DELE NO REGISTRO DE NASCIMENTO. SE PESSOAS ACHAM QUE É CONSTRANGEDOR FICAR MEDIGANDO ESTE ATO, MAIS CONSTRAGEDOR SERÁ PARA A CRIANÇA QUANDO COMEÇAR A FRENQUENTAR AS ESCOLAS, AINDA MAIS AGORA, QUE A CRIANÇA AO NASCER, JÁ PODE POSSUIR DOC. DE IDENTIDADE E CPF. TEM MUITO HOMEM MALANDRO, QUERENDO BOA VIDA, SEM RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES. NÃO É UMA REGRA, MAS QUEM GARANTE QUE ESTA CRIANÇA (MENINO, NO CASO), AO SE TORNAR ADULTO, NÃO POSSA TOMAR PARA SI ESTA ATITUDE TAMBÉM, AGINDO DA MESMA FORMA, SEM COMPROMISSOS, NÃO QUERENDO, TAMBÉM, ASSUMIR O SEU PAPEL DE HOMEM NA SOCIEDADE, UMA VEZ QUE A VIDA FOI ASSIM COM ELE E ELE SOBREVIVEU. PENSEM NISSO. NÓS MULHERES EDIFICAMOS O NOSSO LAR, E TAMBÉM, SOMOS FORMADORAS DE CIDADÃOS PARA O MUNDO, ENTÃO, VAMOS FAZER RESPEITAR OS DIREITOS DE NOSSOS FILHOS PARA QUE ELES APRENDAM A RESPEITAR O DIREITO DOS OUTROS. NÃO VAMOS DEIXAR QUE SE SINTAM REJEITADOS POR UM ERRO NOSSO, AO NÃO SABER FAZER AS ESCOLHAS CERTAS, POIS, NÃO PODEMOS PREVER O FUTURO E MÁGOA NO CORAÇÃO NÃO NOS LEVA A LUGAR ALGUM. EU ADVOGO E PRESENCIO PAIS SAINDO DO EMPREGO PARA QUE NÃO SEJAM LOCALIZADOS, QUE DIRÁ PAGAR PENSÃO… FAZÊ O QUE, NÉ? À TODOS UM FORTE ABRAÇO.

  9. Mãe diz:

    A criança ter o nome do pai na certidão: ok

    O pai fazer parte da vida da criança, no meu entendimento, fica a critério do pai. Ainda porque tem muito pai que acaba até por matar a criança, visto o caso da menina Isabela. Em alguns casos é pior para a criança ter o pai por perto do que um pai desconhecido.

  10. Barbara diz:

    Estejam muito atentas a esta questão.
    O “pai” que não assume nada tem “direitos” também.
    Conheço um caso em que o pai nunca serviu para nada além de ser péssimo exemplo.
    O filho , criado sozinho pela mãe, se tornou um bem sucedido empresário e hoje a justiça o obriga a pagar “pensão” a este pai. Depois de uma enorme batalha judiciial, que não levou a nada, o filho, aos poucos está se desfazendo de todos os negócios em seu nome para não ter mais como comprovar renda e não arcar mais com a tal “pensão vitalícia” que o pai tem direito legal.

  11. Ana diz:

    Adorei … estou fazendo uma FIV com Banco de Semen e serei mãe Solteira com muito orgulho.

  12. Gilmara diz:

    Sou mãe solteira com muito orgulho de uma linda , inteligente e saudável menina de 08 anos chamada Rebecca. Na época o pai queria que abortasse, não o procurei mais , embora ELE saiba da existência dela.ELE não quis saber, pra mim e para minha filha é um “completo estranho” e só a ideia de imaginar um final de semana sem ela me apavora, nunca nos separamos.Receber uma pensão que mal vai cobrir os gastos dela, eu te digo PAZ e SOSSEGO não tem preço!!!!Trabalho muito para não faltar nada a ela e não deixo o tempo dela ocioso, faz natação, estuda no Projeto Guri, é membro de um GRUPO ESCOTEIRO, ela é Lobinha e eu sou “mãe de apoio” deste grupo.Minha familia é tudo de bom..meus pais amam essa menina iluminada e o apoio deles foi fudamental para eu sobreviver.
    Hoje ela não pergunta sobre o “pai”, pois o meu pai “avô da Rebecca é super presente.
    Quando ela tiver idade certa para entender “essa rejeição” com certeza contarei a VERDADE!!!!!
    Acabei de ligar na escola “particular” da minha filha pq houve um absurdo..na aula de informática a professora impôs no cartão “Querido Papai” e ela queria colocar “Querido VoVô” e a professora disse que eles poderiam dar pra quem quisessem, porém, tinha que constar “Querido Papai”, ora santa ignorância…ela vai colocar “Querido Vovô” pq hoje temos muitos modelos de familias diferentes e não podemos nos oprimir e deixar minha filha passar por esta situação.
    Ela tem direito a vedrdade sim, mas não precisa ser agora…ela é muito inteligente e entende quem a AMA de verdade.

    • Andrea diz:

      Gilmara, linda sua história. Muito parecida com a minha e infelizmente ainda temos muitos professores despreparados para enfrentar essas situações. Mas espero um dia chegar lá…Abraços

  13. Renata diz:

    Eu acho que todos têm o direito de saber quem é seu pai e que é bastante constrangedor portar um documento em que o pai é desconhecido. Se o pai vai ou não assumir seu papel de educador não é algo ao alcance da mãe, mas o filho tem o direito de saber quem é o pai. Meu filho teve esse direito.

  14. Samantha diz:

    Gravidez nem sempre é planejada, no meu caso foi por descuido mesmo e não tenho problema em assumir que cometi esse erro (não me refiro a gravidez, mas a falta da precaução), quando descobri que estava gravida o “pai” da minha filha queria que eu fizesse um aborto, eu me neguei e com isso passei por toda a gravidez sozinha com o apoio da família e dos amigos, ele só me procurou novamente quando faltava um mês para o bebê nascer, resolvi não brigar e deixei que ele se aproximasse, aos poucos ele foi se aproximando e registrou a menina quando ela nasceu, nos primeiros meses ele até que procurava estar presente, mas agora nem liga pra saber como ela esta, ele mora a uns 2 minutos da minha casa e não vai ver a menina, aparece no minimo a cada 15 dias ou então quando nos encontramos por acaso na rua que ele a vê.

  15. Vania Nogueira Leite diz:

    Tive minha filha contra a vontade do pai, e registrei somente no meu nome. Após 1 ano, coloquei-a numa creche onde a assistente social me orientou sobre os direitos da criança, e que, querendo ou não, ela tem um pai e ele teria que assumir, não é uma opção, mas uma obrigação dele. Entrei na justiça, fizemos o DNA, a certidão foi reguralizada, e hoje ela recebe uma pequena pensão alimentícia. O pai nunca quis conhecê-la, mesmo após a comprovação pelo DNA. Hoje ela tem 8 anos. Mudei de cidade e não procuro o pai dela. Tenho planos de dar o contato dele a ela, quando ela tiver idade e, caso queira, ela mesma o procure, e seja o que Deus quiser. Não falo mal (nem bem) dele para ela, apenas digo que ele não mora perto, e que não tenho contato com ele.

  16. Cátia Castro diz:

    Bom deixar relatado aqui minha vivência, o nome do pai até hoje não serviu para nada, e só me trouxe problemas. Acho sim que a criança pode conhecer, até conviver com o pai desde que sua presença não prejudique a criança e a mãe, mas a parte “burocrática” é outra coisa. Não garantiu pensão alimentícia, que apesar de ganha em processo judicial, o pai nunca cumpriu e nunca aconteceu nada com ele, e mais tarde em situações de visita ou um simples passeio ao exterior, nós não pudemos realizar sem a autorização do pai, que sumiu, desapareceu.

  17. Silvanda diz:

    Boa noite,
    O reconhecimento de Paternidade voluntário é feito no Cartório onde a mãe registrou a criança, pra quem não sabe, o CNJ disponibilizou desde o ano passado um formulário aos cartórios para este fim, precisa do PAI e da MÃE SIM e tbem do filho se tiver 16 anos, para assinar tal formulário além de outras exigências, o RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE VIA JUDICIAL OU EXTRAJUDICIAL É GRATUITO, INDEPENDENTE DO PODER AQUISITIVO DOS GENITORES, é Lei Prov. 16/2012.

  18. Denise Rodrigues diz:

    Acho que paternidade deve ser voluntária e não imposta. Antes de engravidar de uma pessoa que não te ama, procure analisar o que o ato em si trará para sua vida.

    • maesolo diz:

      Pois é, Denise, mas as vezes a gravidez acontece e optamos pela vida :)

      • de267 diz:

        tb acho, facil é julgar quando não se vive a situação, tudo é muito cor de rosa no papel e em livros , ATÉ ENFREnTAR O FATO, QUANDO “ENGRAVIDAMOS” , não pensamos em passar por processo , por constrangimento , simplesmente isso optamos pela vida … julgar os outros é facil mas se colocar na dificuldade de cada um é dificil , ser julgado é dificil , pois todo mundo tem uma historia , magoa quando vemos que algumas mulheres acham que o fato de estar gravida solteira é por não ter pensado no momento , isto é hipocrisia pura

    • Taisume diz:

      Concordo que a paternidade deva ser voluntária, até porque a mulher não engravida sozinha, a responsabilidade é de ambas as partes, portanto, o pai deve reconhecer o filho de forma voluntária e consciente de que fez parte no processo.

  19. Audrey diz:

    Muito fraca essa materia, o procedimento nao é “simples” assim de forma alguma! Estou aguardando a 1 ano audiencia e até agora nada! Uma dica… se informem melhor para publicar algo conciente.

    • maesolo diz:

      Oi Audrey, tudo depende do caso, do cartório e, claro, do oficial de Justiça encontrar o Mr. Pai. Lamento pelo seu caso estar demorando mais, existem casos que demoram mais, claro.

    • eliezer de paula diz:

      Audrey, como funcionário de cartório, posso lhe responder sem sombra de duvida que, o reconhecimento voluntário é aquele que o “pai” quer reconhecer o (a) “filho(a)” que não esta registrado em seu nome. É bem simples os procedimentos. Se for menor o(a) filho(a) que vai ser reconhecido(a), é necessária a presença do pai e da mãe do portando um documento de identificação com a certidão de nascimento do menor, se for maior, basta o pai e o(a) filho(a) que vai ser reconhecido(a) e com a certidão de nascimento, será feito uma averbação no registro de nascimento (no livro onde foi lavrado o assento de nascimento) e depois emitida a certidão constando no nome do pai e dos avós paternos. Se a pessoa declarar pobre no sentido legal, é dado para preencher um formulário digamos uma declaração de pobreza. Esse procedimento quando é voluntario e o filho(a) tem que ser biológico, não pode ser digamos aquela adoção ala brasileira, o filho é de outra pessoa e o pai quer reconhecer, cabe até processo contra o pai que reconheceu dizendo que é dele e para a mae também. Agora o teu caso pode ser que o pai tem alguma duvida ou quer mais esclarecimento. Ai sim é demorado. Justiça é bem demorado. Felicidades

  20. Negrini diz:

    Não cometam esta besteira, se o sujeito não serviu na gravidez, depois ele só vai atormentar.
    Após alguns anos e pleitos na justiça de uma pensão; paga de má vontade; ele vai se achar com um monte de direitos, se bobear, até reivindicar a tutela do rebento.
    Se aguentou otranco sem ele, para que criar um exú que vai atormentá-la.
    Saiba fazer melhos suas escolhas, e quando se envolver com outro alguém, veja primeiro se ele aceitará seu filho, e o tratará com respeito.
    PAI É QUEM CRIA. de prferência com respeito, dignidade e principalmente com valores.

    • maesolo diz:

      Desculpa, Negrini, não falo só de pensão não. Falo de algo muito mais profundo. Acho que todo mundo merece saber sua história e, com certeza sei o que são reivindicações, ir atrás de direitos e dor de cabeça – pela outra parte. Mas acho que nada se compara à transparência. E, se este pai não tiver amor para dar, concordo que pai é quem cria. Acho que as escolhas, no entanto, devem partir do filho com a própria história em mãos. Não somos nós quem temos o poder de fazê-lo. 😉
      beijo
      Flavia.

      • Roberta Ribeiro diz:

        Pois é…essa situação é muito complexa. Concordo com Flavia, a criança/adolescente tem o direito de saber de suas origens.

      • Negrini diz:

        Que valores pode um homem que não quer assumir a própria paternidade pode oferecer a alguém.

        • raquel diz:

          Essa situaçao é bem complexa…acho que o filho deve saber suas origens, isso é uma questao de identidade…

    • Ale diz:

      Estou de acordo com Negrini, a dor de cabeça e a burocracia é imensa. Passei por esta situação e posso dizer que a experiência de reivindicar Direitos não é nada legal. Hoje eu no fundo do meu coração me arrependo de ter ido atrás de nome, pensão e tudo mais.
      E qual o reconhecimento para com a criança…. apenas humilhação e canseira.Saiba fazer melhor suas escolhas,e siga em frente com seu filho.Não serviu antes…não serve agora.

      • maesolo diz:

        Ale, a gente não pode falar por eles. Luna só tem 2 anos e 10 meses. só pelo fato dela saber que existe uma referência masculina na vida dela e mesmo não formando uma família perfeitinha, já estou feliz. Ela sabe distinguir as coisas. Tem referências – e não deixa de fazer as coisas que crianças da idade dela faz: canta, brinca, dança.

        • de267 diz:

          estou vivendo a seguinte situação , o cara não quer assumir o bebe não pergunta nada e me ofendeu , sim… estou magoada com ele , mas assim que meu filho nascer irei atras do direito dele , pois realmente creio que todo mundo mereça conhecer seu pai , farei minha parte se ele não quiser afeto o problema é dele , ele terá que conviver com isso, um dia a consciencia dele pesará sempre pesa, mas a criança tem total direito de saber sua historia e ela mesma com o tempo decidir se é ou não bom ficar atras do pai.

  21. Adriana diz:

    Atualmente é só comparecer no cartorio, mae e pai, pagar uma taxa e atualizar o registro

    • Roberta Ribeiro diz:

      Exatamente, o nome desse ato (comparecer ao cartório) é o ‘reconhecimento voluntário’. E o registro não é “atualizado”, e sim emitido novamente.
      E caso o filho já seja maior de idade, a mãe não precisa comparecer para o reconhecimento voluntário paterno.
      E sim, e pago uma taxa mas é possível isentá-la para quem comprovar não possuir condições de arcar com o valor.

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